6 de ago de 2008

João Guimarães Rosa, Magma

"Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?"
Carlos Drummond de Andrade


Medo da felicidade
Estremecemos juntos...
Que Potêcia má será a soberana
desse vento frio que passou?...

Definição
O cigarro de fumaça impalpável e brasa colorida,
que se afunda a si mesmo num cinzeiro,
será um poeta?...

ROMANCE-I
No cinzeiro cheio
de cigarros fumados,
os restos de uma carta...

ROMANCE II
Bem na frente
de um retrato empoeirado,
uma aliança esquecida...

EGOÍSMO
Se fosse só eu
a chorar de amor,
sorriria...


Poemas de Magma de João Guimarães Rosa(27/06/1908-19/11/1967). Coletânea de poemas que recebeu o Prêmio de Poesia da ABL em 1936. Guimarães não publicou Magma, e o livro só veio a ser publicado em 1997.

12 comentários:

Ronilson disse...

Longe de mim questionar João mas o título não seria riqueza.
Claro que sei sobre as licenciosidades poéticas...

Raquel disse...

Houve erro quando postaram o poema.
No livro, a palavra ta certa.

Pedro Pan disse...

, por não ter "magma" em mãos. optei por retirar o poema. volto a posta-lo quando a dúvida estiver esclarecida.
, agradeço a Ronilson e Raquel por comentarem a respeito.
, felicidade a todos.

clarice ge disse...

seria ousadia minha comentar "Rosas" (flor no nome é algo que já prediz genética?). meus "disfarces" tentam alcançá-lo em seus desvarios ou em sua magnitude. me encontro e desencontro... pretendo apenas aprendizar humildemente...
carinho bem carinhoso Pan

Miguel Barroso disse...

Não conhecia. Sempre bom apreender.
Boas Festas.

Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO

Ariane Rodrigues disse...

Ele está aqui a me espreitar na estante... Abraço!

anareis disse...

Estou fazendo uma campanha de doações para criar uma minibiblioteca comunitaria na minha comunidade carente aqui no Rio de Janeiro,preciso da ajuda de todos.Doações no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3 Que DEUS abençõe todos nos.Meu e-mail asilvareis10@gmail.com

Poeta da Lua disse...

encontrei, por acaso, teu poema pertido em um pedaço de papel de guardar pão...
ele estava perdido no espaço; entre balcões de mercado
e mesas de refeições...
mas agora, guardado na lembrança de alguém que sonha ser poeta.
até...

Judô e Poesia disse...

Muito bonitos os versos, e este é um espaço agradável, voltarei sempre. abraços. Domingos.

Franklin Maciel disse...

Gostei muito do seu blog, seguirei daqui por diante

Qdo puder, dê uma conferida no meu, gostaria muito de conhecer sua opinião
Grande abraço

www.franklinmaciel.blogspot.com

Paulo Sempre disse...

Interessante!!!

Anônimo disse...

Aprendi muito